sábado, 30 de abril de 2011

VERDADE RASCANTE
  

Um compasso que já foi
Uma lacuna
Algumas reticências
Compreender
Sentir
Pulsar
Ainda que de longe
É o que desejo
Nada de agonias ou anseios
Um pacto perene
De verdades
Às vezes rascantes
Como um silêncio sem brisa
Ou um luar sem noite
Escolho sempre a verdade
Ainda que doída
Doida sou eu por querer
Que a verdade seja-me dita?
Insana sou eu por querer viver
Essa verdade desmedida?
Que às vezes raspa, arde e arranha
Evocando fantasmas e medos
Mas que na maioria das vezes me faz tocar o céu
Levando-me a dançar com o silêncio
A verdade ora machuca, ora acaricia
A dor faz parte do arriscar-se
Porém, enquanto estiver mais acariciando que doendo
Significa que ainda está valendo à pena
Isto é o que sinto agora e quero sim, continuar arriscando-me
Pois dentro da verdade, existe um mar de possibilidades
E eu, que tenho um grande fascínio pelo mar, quero conhecer de perto, cada uma delas.



Ana Mascarenhas 01/05/2011






Nenhum comentário:

Postar um comentário