domingo, 24 de julho de 2011

 A manhã não me sugeriu
As palavras que procurei
Abri a porta
Escancarei as janelas
Pensando que talvez me chegassem com o sol
Mas não vieram
Talvez a noite traga pra mim
As palavras que procurei nas calçadas
Enquanto andava devagar
Pela cidade
O dia me olhava de soslaio
Como se quisesse me dizer algo
Pensamentos ganhando o céu
Palavras mudas
Palavras que espero que a alma sopre
Pra traduzir
Meus devaneios
Palavras que se reviram
E se escondem
Nas esquinas do dia
A tarde se aquieta
A noite chega calada
Sem lua
Nem estrelas
Nem ventos
Mas traz com ela
Um mistério
Uma nuance de ternura
Que me abraça
Em silêncio
E revela
Todas as palavras
Que o dia
Em vão
Tentou me esconder



Ana Mascarenhas - 24/07/11





Nenhum comentário:

Postar um comentário