sexta-feira, 14 de dezembro de 2012


ESPERANÇA NO DESERTO

No meio de um tempo sem tempo
Uma vastidão de anseios me invade
 Ando no encalço daquilo que sou
Diante da leveza esmaecida
Pulsa uma esperança
Ainda assim
Sinto meu coração apertado
Ando pela casa
Uma inquietude me ronda
Sirvo uma bebida
Fumo um cigarro
Escrevo mais uma frase
Pela janela vejo a dança solitária da noite
A porta ainda está aberta
Mas não quero sair
Quero apenas acomodar as palavras
Acender as velas
E voltar em paz
Pras miragens
Do meu deserto

Ana Mascarenhas – 14/12/2012




  


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